sábado, 20 de novembro de 2010

Amanhã...


Um dia, não haverá no meu corpo, nenhum vestígio do teu.
Um dia, não haverá no meu cheiro, resquícios do teu.
Um dia, não haverá nos meus lençóis, fios dos teus cabelos.
Um dia, ao amanhecer, o vento tocará meus cabelos sem antes tocar teu corpo.
Um dia, acordarei com frio a noite e não sentirei falta do teu calor.
Um dia, teus vícios não estarão espalhados pelo meu quarto.
Um dia, meu sorriso não terá teu nome.
Um dia, minhas lágrimas não terão tua ausência.
Um dia, meu desejo não será o teu todo.
Um dia, minha cama não será vazia, mas desocupada.

Um comentário:

Marcos Paulo Souza Caetano disse...

"Não será vazia, mas desocupada"
Ótimo isso! Muito bom o poema, e fechando com uma idéia muito boa, uma pincelada como quem pinta o rosto de um artista.

Beijo!