Pobre pintor.
Olha este rapaz nestes Campos de Pedra
olha os olhos tristes e o contraste
com a voz grave de quem quer ser homem.
Olha como levanta bandeiras
aos mortos que falam.
Olha como desenha estátuas
para severos admiradores do teatro.
Olha sua armadura de colher flores
e os cortes marcados no corpo
para retratar raiva em nome da dor.
Pobre pintor
Que joga ao mundo moedas de ouro
para comprar sorrisos na gente estranha,
esconder espinhos da gente conhecida
e alimentar a "criança esperança",
que por vezes nega,
por vezes, abençoa e prega
em sua Grande bandeira.
Religioso sem Deuses.
Servo sem Senhor.
Amarrado por Sonhos,
Canta inaudível clamor.
Pobre pintor.
quinta-feira, 12 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Cartas e bocejos
Te entrego em papel
Um pedaço da minha mente
Sem limão nem mel
Sem advérbios ou adjetivos na frente.
A nudez de um pensamento
Em sua forma mais original
Rompendo um firmamento
Para tornar tudo normal.
Traiu a própria voz
Por excesso de conceitos
Tornou-se para si, atroz
Devido a intensidade de seus feitos.
Volta-se a origem do erro
Trabalha um epitáfio
Faz-se um enterro
...
Um pedaço da minha mente
Sem limão nem mel
Sem advérbios ou adjetivos na frente.
A nudez de um pensamento
Em sua forma mais original
Rompendo um firmamento
Para tornar tudo normal.
Traiu a própria voz
Por excesso de conceitos
Tornou-se para si, atroz
Devido a intensidade de seus feitos.
Volta-se a origem do erro
Trabalha um epitáfio
Faz-se um enterro
...
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