sábado, 24 de dezembro de 2011

Receita de Pessoa... ou não...

1 - Todos os dias, arrume a cama, passe a vassoura no quarto. Não esqueça as paredes. Coloque coisas coloridas para dar alegria.
2 - Todos os dias, escute uma música bonita que fale de amor, paz e amizade.
3 - Todos os dias, abrace quem você ama.
4 - Não magoe as pessoas, porque isso é errado, meu caro.
5 - Diga sempre obrigado, por favor, desculpe e "de nada".
6 - Fale sempre olhando nos olhos e não seja mal-educado.
7 - Dê sempre satisfação aos seus pais.
8 - Nunca levante a voz.
9 - Quando se apaixonar, se entregue, mas tomando cuidado porque ninguém gosta de gente grudenta, ciumenta, controladora e coisas assim.
10 - Quando assumir um compromisso, cumpra-o.
11 - Quando disser que ama outra pessoa, só o faça se for sincero e não a traia.
12 - Não se apaixone por pessoas comprometidas.
13 - Faça boas ações de coração. E lembre-se que não precisa colocar em uma manchete de jornal que ajudou alguém.
14 - Não fique com medo de alguém só porque a pessoa está mal vestida.
15 - Não finja que está escutando alguém, escute. As pessoas merecem atenção e cuidado.
16 - Não assista TV demais.
17 - Leia livros.
18 - Estude muito.
19 - Tenha sonhos e lute por eles.
20 - Não desanime na primeira pedra.
21 - Não pare sua vida por causa de uma frustração, mesmo que pareça que seu coração quebrou.
22 - Não diga que sabe coisas que não sabe.
23 - Não seja prepotente.
24 - Preste atenção nas coisas que está fazendo. Não deixe copos na ponta da mesa, não mastigue com a boca aberta e não chore na frente dos outros.
25 - Não seja preconceituoso e respeite as religiões.
26 - Não brigue com seus irmãos.
27 - Não grite por causa de baratas e outros animais.
28 - Não seja sarcástico, nem irônico, nem grosso, nem bruto, nem melindroso, nem chorão.
29 - Não passe muito tempo no computador.
30 - Não troque a presença das pessoas por uma interação virtual.
31 - Vá à praia, à serra. Curta a natureza.
32 - Passe um tempo com a sua família.
33 - Não se apegue a coisas materiais ou a notas.
34 - Não julgue as pessoas, principalmente por seus bens e por suas notas.
35 - Não seja hipócrita.
36 - Seja original e criativo.
37 - Cuidado com os conselhos que recebe.
38 - Seja você mesmo.
39 - Lembre-se que ninguém é perfeito.
40 - Não tenha defeitos, mas se os tiver, trate de eliminá-los com paciência e determinação.



Quantos paradoxos você encontrou?

sábado, 17 de dezembro de 2011

Espelho é bidimensional

Se uma história tem 3 posições: A, B, C.
Maria tomaria a mesma decisão nas posições A e B.
Mas na C, meu bem, vem com grosseria gratuita...

Fazer o que...espelho é bidimensional

Não force sua capacidade.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ela acordou com vontade de salto alto.

Vontade...
De sentir-se maior que ela mesma.
De sair de pijama na rua e ainda assim ser maior que todos os olhares, que todas as frases.
De sambar na "boca de lobo" com seu salto agulha
E rir do mundo sem pena, como quem não se importa.

Ela acordou com vontade de salto alto
De levantar a cabeça pro passado
E simplesmente reinar.

Passe, olhe, veja, censure e suma.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Promessas

Há algo dentro de mim palpitando
Puxa-me para um lado, para o outro, em todas as direções
Só quer liberdade
É liberdade
Puxando-me, gritando, implorando
para que eu seja livre.

E digo-lhe com face séria:
Espera mais um pouco, vou só terminar isso aqui e vou já ser livre...

Livros, vida e outras coisas...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Palavras, livros, ar, vida

Acordei com ares de leitora.
Cercada por vidas e olhares, com o mundo em câmera lenta, até mesmo esse simplório dedilhar, parece dizer-me algo.

Acordei nos braços de Benjamim Moser, sem que ele ao menos saiba disso, enquanto narrava-me com firmeza a história de Clarice, uma história com H, mas que não duvido, perca a letra de vez em quando.

Depois fui dar as mãos a Quino e admirar sua Mafalda, como me fez rir a pequena, mas não me tirou a introspecção que ler, ouvir, falar de Clarice Lispector implanta em mim.

Os textos dela me ensinam uma nova forma de me enxergar...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Redesenhando e Redescobrindo


Não é que eu esteja triste.
Não é que eu esteja mal.

Eu só preciso ser eu mesma,
um pouco mais do que o normal.

Fazer-me de rima branca, de rima solta.
Nada emparelhado, cruzado, interpolado.

Ser franca no mundo do silêncio,
Estar acompanhada sem ninguém ao lado.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mãos trêmulas e sorriso no rosto.
Em qual acreditar?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Hoje, meu dedo encostou na primeira letra do teu nome
Como quem busca noticias.
Tens invadido meus sonhos,
minha calma, meu presente
como se não fosses passado.

Espero novamente que partas
Como sempre foste.
Sem deixares rastros,
além da lembrança do teu sorriso
E da força do teu carinho...

sábado, 15 de outubro de 2011

Ou nao...

Essa brincadeira de sonhar com você, está perdendo a graça...

sábado, 8 de outubro de 2011

Mentiras e Verdades

domingo, 25 de setembro de 2011

Esquecer para saber

Quem lhe ensinara isso, essa estranha pedagogia da desaprendizagem? Não podia ter sido Barthes...


A MENINA me disse que eu teria de esquecer o que sabia para poder ver aquilo que eu não via... Que menina? Aquela sobre quem escrevi. Caminhávamos juntos, ela me mostrava e me explicava a sua escola, na Vila das Aves, em Portugal. Eu teria de esquecer para poder ver... Quem lhe ensinara isso, essa estranha pedagogia da desaprendizagem? Não podia ter sido Roland Barthes...

Barthes, ao sentir a velhice chegando, disse esta coisa surpreendente: que chegara a sua hora suprema, a hora do esquecimento, tempo de desaprender os saberes que havia aprendido. Posso imaginar o espanto que essa declaração deve ter provocado no erudito público acadêmico presente a sua aula.

Esquecer, desaprender: são o oposto daquilo que as escolas e professores pedem aos alunos. Os professores perguntam e os alunos, se tiverem memória boa, respondem e tiram boas notas... Esquecer é o contrário: perder, abrir mão, deixar ir. E, na lógica banal da razão do cotidiano, esquecimento é sempre empobrecimento. Barthes aponta na direção oposta. Teria ficado senil?
Quem responde é o poeta T. S. Eliot, num curtíssimo-cortante aforismo: "Num país de fugitivos, aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo".

Barthes caminha na direção contrária. Ele nos conduz a um outro mundo. Suspeito que ele tenha aprendido do Taoismo. Pois é isso que está lá dito, no poema de número 48 do "Tao-Te-Ching": "Na busca do conhecimento a cada dia se soma algo. Na busca do Caminho da Vida a cada dia se diminui algo".

Esquecer é diminuir; desaprender é diminuir. Barthes não está sozinho em sua caminhada na direção contrária. Lichtenberg tinha uma ideia parecida: "Atualmente procura-se divulgar a sabedoria por toda a parte: quem sabe se daqui a poucos séculos não haverá universidades destinadas a restabelecer a antiga ignorância?".

Alberto Caeiro é de opinião semelhante. "O essencial é saber ver - Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!), Isso exige um estudo profundo, Uma aprendizagem de desaprender..." "Procuro despir-me do que aprendi, Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, Desembrulhar-me e ser eu..."

Barthes se referiu ao esquecimento como "a força da força viva". Por quê? Ele mesmo responde, mostrando que o esquecimento é um processo pelo qual o corpo "raspa" de sua pele as sedimentações operadas pelo passado, mortas, da mesma forma como o navegador raspa a craca marisca que grudou no casco do seu barco. Raspada a craca, o barco rejuvenesce.

Encantam-me os eucaliptos velhos, suas cascas duras, rugosas, grossas, escuras, rachadas. Repentinamente elas se soltam: debaixo delas surge um eucalipto rejuvenescido, casca verde-creme, lisa, sobre ela a mão desliza com prazer. Nós, humanos, para renascer, temos de esquecer -abandonar a casca velha para que a nova apareça. As cascas vazias das cigarras presas aos troncos das árvores são um passado subterrâneo que teve de ser abandonado para que o ser voante nascesse. Esse é o caminho da educação...

Mas a menina me fez pensar outros pensamentos que eu nunca tinha pensado. Eu os guardo para depois...

Rubem Alves

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Solidão


Acho engraçado quando aparece alguém tentando me ensinar a graça da solidão, ou porque ela é boa, como fazer para curti-la ou até como é ruim estar só.
Cada um tem sua opinião.
Eu tenho meus momentos, assim como muitos, porque não sou especial.
Minha infância e pré-adolescência foi mais com a solidão do que com qualquer ser vivo. Eu conheço todos os seus defeitos e todos os seus benefícios. Eu sei o que é a verdadeira solidão.
Não estou falando daqueles momentos que precisamos estar só, que escolhemos estar só. Estou falando dos momentos em que o mundo simplesmente não existe. Às vezes, isso é tudo o que você precisa, às vezes, isso é tudo o que você não queria.
A solidão, para mim, é uma mulher temperamental, a maioria das vezes, vem quando quer. Às vezes, é uma professora divina, outras vezes, é um algoz voraz, outras vezes é uma companhia somente, outras vezes beija-lhe frio.
Deixo que me ensinem, deixo que falem dela, deixo que digam como a enxergam, mas principalmente, deixo que ignorem o leve sorriso que levo nos lábios. Eu já chorei por solidão, eu já odiei o mundo por me tirar dela, mas hoje, eu reconheço, que ela mora em mim, tanto quanto eu moro nela.
O que acontece, meus caros, o que poucos são capazes de enxergar, é que nós vivemos nossas vidas, eu e ela, que não estamos sempre nos agarrando, nos abraçando, mas que ela ainda é a amiga que mais confio, porque nela, sei que encontro paz. Com a solidão, não há cobranças, esperas, desejos, traições, armadilhas, birras... ela é simplesmente como quero que ela seja, sua inconstância é a minha.
Por isso deixo que falem, porque quando falam da solidão, falam mais do que pensam de si mesmo, do que dela, como fiz agora...

sábado, 10 de setembro de 2011

Nietzsche - Humano, Demasiado Humano




Amor. - A idolatria que as mulheres têm pelo amor é, no fundo e originalmente, uma invenção da inteligência, na medida em que , através das idealizações do amor, elas aumentam seu poder e se apresentam mais desejáveis aos olhos dos homens. Mas, tendo se habituado a essa superestimação do amor durante séculos, aconteceu que elas caíram na própria rede e esqueceram tal origem. Hoje elas são mais iludidas que os homens, e por isso sofrem mais com a desilusão que quase inevitavelmente ocorre na vida de toda mulher – desde que ela tenha imaginação e intelecto bastantes para ser iludida e desiludida.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Outra vida.


Às vezes, consigo ouvir sua voz. Consigo ouvir seu riso. Quando alguém conversa comigo sobre coisas que já conversamos, ou acontece algo que eu gostaria de lhe contar. Você volta para mim por um instante, quase sinto seu calor.

Outro dia, eu estava me revirando na cama e pensando, você sabe bem em que. Então ouvi buzinas e pensei que era o meu amor, que ele queria me ver, ouvir minha voz, sentir meu cheiro, me dar um abraço, mesmo em voto de silêncio, mesmo sem falar nada, só para sabermos que estamos bem, só para nos amarmos por alguns instantes... mas não, era o namorado de outra menina, era outro amor, outra garota, outra casa, outra vida. Como sempre, outra vida.

domingo, 28 de agosto de 2011

Hábitos

">

Eu nunca tive você.

Você nunca me teve.

Mas acho que me desacostumei a não ser sua

...

sábado, 27 de agosto de 2011

...



Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porêm os fortes perdoam e compreendem.
Augusto Cury

sábado, 30 de julho de 2011

Lençóis

Havia sobre a cama, segredos. Daqueles que não dizemos em voz alta mais por vergonha de nós mesmos do que dos "olhos dos outros". Aqueles que a pessoa a nossa frente nos incitará a encarar.

Havia vários, de todas as cores, tipos e tamanhos. Entrelaçavam-se nos vazios de um abraços, pintavam os cabelos, escondiam partes do corpo.

Ele afastou-a com delicadeza, um olhar pensativo e um largo sorriso no rosto, enquanto ela observava temerosa, pensou: como ele é leve!

Sim, ele era leve. Seus segredos não lhe pesavam sempre, só quando os tirava da caixinha em que os escondia, essa caixinha metafórica que criara, mas que era mais eficiente que qualquer outra técnica.

Ele perguntou o que ela escondia, suas mentiras e segredos. Ela queria dizer-lhe. Imagine só, um peso a menos. Não era capaz.

Virou-se, revirou-se, agoniou-se quando ele tentou adivinhar-lhe a escuridão.
Ela levantou-se da cama, tirou da prateleira um livro e abriu no capítulo sete. Ele tomou-lhe o livro da mão e ela balançou a cabeça negativamente, dizendo que não era sua fuga, mas sua rendição.

Ele lia o capítulo entregue, enquanto ela imaginava a simbologia daquele número. Sempre citado, sempre tão místico. O único número que ela nunca lembrava o que significava na numerologia. Mítico e Místico.

Ele fechou o livro e pensou um pouco. Rompeu o silêncio com um: eu já sabia. A traição era muito maior a ela própria que a ele. No fundo, mesmo que repugnasse o ato cometido, ele sabia os motivos, talvez até entendesse, talvez até já pensasse em cometê-lo.

Ele recriminou porque era preciso. Enquanto, as lágrimas dela tiraram daquele corpo frágil, um grande peso.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Falso Testemunho

Bateram à minha porta. O que podem querer a esta hora? Hora de livros, de cama, de beijo, de pensamento? Não sei. Mas batem à minha porta. Lutam contra a minha solidão. Tolos. Ela sempre ganhará das suas palavras superficiais e dos seus sorrisos fingidos.
Duas mulheres estão lá, em pé, com papéis na mão e bolsas sob os braços. Pergunto se é uma pregação dessas de igreja. Não gostam da minha pergunta. Enfureço-me, não fiz nada de errado. Elas sabem que serão rejeitadas se disserem que sim e metem. Mas mentir não é falso testemunho e falso testemunho não é crime na cultura delas? No que elas dizem acreditar.
Abro a porta sem vergonha dos meus cabelos assanhados ou da minha aparência lastimável, afinal, elas é que deveriam estar constrangidas de invadirem meu momento de paz e crescimento.
Entregam-me um panfleto que na frente fala sobre a natureza e sobre o homem, mas atrás, grita a expressão o "Reino de Deus".
Queria poder admirar a igreja por sua preocupação, tardia, mas finalmente preocupada. Não posso. A igreja foi quem mais mentiu pra mim até hoje, quem mais me magoou e tudo o mais.
Muitas mulheres se decepcionam com homens, perdem a fé neles. Eu perdi na igreja, foi ela quem me traiu, foi ela quem destruiu minha fé. Ela e essas pessoas que dizem acreditar que falso testemunho é pecado e o fazem sem pudor, mesmo que usem a capa do bem maior. Porque a capa do bem maior não foi de Jesus, mas de Maquiavel e nem foi como ensinamento, mas como crítica...

sábado, 2 de julho de 2011

Da série: Desabafos

Queria sobre tua comoda, meu retrato
Queria no teu computador, meus rastros
Queria tua mesa, minhas cartas
Queria na tua pele, meu cheiro
Queria nos teus lábios, meu gosto
Queria nos teus braços, meu corpo
Queria nos teus pensamentos, meu sorriso



Mas trocaria tudo isso...
Por algo tão mais simples
Porém, infinito...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Estátua de Sal


Sou Estátua de Sal,
Presa por olhar o reverso,
Seduzida pelas próprias ilusões.
Não vesti Sodoma.
Mas andei por ela como se fosse Paris.

Nasci das mentiras sinceras.
Rejeitei a hipocrisia no altar.
Mas ela ainda abraça-me
E sou presa sem face,
sem força, sem nome, sem nação...

Nas mentiras de Sodoma
Moravam meus sonhos,
Naquela pureza
Que somente Diógenes buscaria.
E assim vivia o fogo que esperava ver...

O Mundo não é feito de decepções
Mas de expectativas.
Sodoma era, para muitos, o prazer do presente,
A expectativa da imortalidade
Em um único dia.

Sob o Sol, a Estátua de Sal
sorri como a dama que foi.
Sob a Lua, chora junto à Diógenes
De costas para o espelho,
Sob a luz de uma lanterna.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quem é ela?

Ela era aquela garota que ficava com a mão no queixo e os olhos distantes durante a aula. Nunca se sabia se estava prestando atenção ou não, pois quando menos se esperava sua mão subia ao alto e sua voz pronunciava aquela pergunta que ninguém tinha pensado?
A vida acabou por aproximá-la de mim e vi nesta dispersa menina uma das poucas pessoas que realmente me faziam companhia, tiravam do meu interior a solidão.
Ela lembrava dos detalhes que eu lhe contava e parecia compreender a minha alma como poucos. Aquela menina diferente e confusa fez a "arte de encontro" realmente parecer uma arte. Nunca a tinha visto se fechar em um casulo, nunca a tinha visto fugir da dor, nunca a tinha visto se calar, mas muito a tinha visto chorar.
Sua dor me dava liberdade de sentir dor.
Agora, não a encontro, mesmo quando olho em seus olhos, não a vejo. Ela não fala, ela não chora, ela está calada, sorrindo, com todos os seus segredos.
Quem é ela?

domingo, 12 de junho de 2011

Mudanças

São tantas as coisas que tenho tido vontade de escrever que perco o foco mesmo com o grafite deslizando amigavelmente sobre o papel.
Indigno-me tão fácil e tão intensamente por algumas coisas...
Professores que corrompem essa profissão maravilhosa, pessoas que preferem mentir, gente que não sabe amar.
Pergunto-me se a errada não sou eu que não sabe se esconder, que não sabe se calar, mas continua parada sem realmente fazer algo. Sem ir a luta.
Não quero mais alguém para me dizer que uma pessoa não pode mudar o mundo.
Queria alguém que me dessa mão e fosse comigo fazer um pedacinho de algo.

Por enquanto, vou fazendo minhas mudanças nos meus papéis, desabafando aqui e pensando qual será o local da minha corrida...

sábado, 28 de maio de 2011

2H

Eu tenho um segredo.
Guardei sob escombros um nome e um homem.
Não escuto mais sua voz.
Mas tenho sob a escrivaninha sua foto.

Eu que faço da minha vida uma manchete
Tenho nas entrelinhas um Romance
Não daqueles de contos de fadas
E sim dos que Machado aprovaria.

E nos meus tropeços de tango
Carrego o corpo não tocado
Pelo abraço tão esperado,
pela palavra que pertence ao tempo.

E se tudo fosse ao contrário?
O partido tivesse ficado
E houvesse um sorriso celebrado?
O que seria da casa de bonecas?

A Química e o Clichê

Queria dizer-lhe algo que nunca fui dito
Mas não consigo encontrar.
Somos um grande clichê.
Para tanto, somos opostos, você e eu.
Temos a mesma cor de pele, de olhos,
o mesmo tipo de sobrancelha, de traços
Mas vemos o mundo diferente,
amamos, rimos, brincamos, estudamos
de formas diferentes.
E para terminar nossa história comum
Nos atraímos como água e sabão.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sem querer fazer propaganda...


MarieClare

Gostei da campanha, com exceção da última...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tropeço



Essa distancia que inventamos entre nós foi a melhor coisa que fizemos.
Você me prende.
Falar seu nome, olhar sua foto, ver você passar.
É sempre um erro da Matrix.
Juntos, somos somente errados.
Separados podemos voar.

Fantasiei muito sobre nós.
Imaginei que nos separaríamos e, daqui há vinte anos, iríamos nos encontrar.
Mas o tempo só nos afastou.
Não posso culpá-lo(te).
Queria ao menos te pedir desculpas.
Queria ao menos te perdoar.

Nunca vou te dizer:
Vou te guardar pra sempre.
Vou simplesmente te guardando.
Aqui, principalmente.
Sei que você não vai me esquecer.
Acredito piamente nisso.

Mas será que sente a minha falta?

sábado, 16 de abril de 2011

Cá e lá


Sou viciada no teu corpo e nos teus beijos
Como um aventureiro
Que tendo provado da liberdade
Jamais volta à cidade.

Já não há nas pessoas, o mesmo cheiro e interesse
Seus toques são gélidos
Não sou poeta nem de corpo nem de mente
Sou poeta de sentimento tão somente.

Agarro-me a tuas palavras
Deito com elas.
Sou, por vezes, mais delas do que tua.
Provavelmente isso.

O mundo não se sabe se quer cores
Acrescenta-me pintada de dores
E eu rio, rio porque já não há o que doer
E corro pros livros pra te remoer.

És tão impávido naquelas palavras
És tão inacessível por causa do tempo
És tão único porque te fiz assim.
És tão meu, quanto és do mundo...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Igreja com aspas

Sempre recebi muitas críticas pelos mais diversos motivos. Sempre critiquei muito pelos mais diversos motivos.

Uma que recebo desde muito cedo (pq jovem ainda sou) é quanto minha falta de "igreja", repare nas aspas.

Eu já fui "moça de igreja", decorei todas as orações do livrinho de orações, a missa, fazia todos os exercícios do livrinho do catecismo... sim, eu era uma criança.
E mesmo assim, uma criança fiel a única "igreja" que segui, acreditei e mesmo sob as mais severas críticas, aceitei: a academia, o ensino, a escola.

Dizem que me falta Deus, mas nunca me pedem pra falar sobre ele.
Dizem que me falta igreja e sempre que explico o que não gosto nas igrejas, respondem que não encontrei meu lugar ainda, mas que isso irá acontecer.

Eu discordo. Eu conheço igrejas batistas, presbiterianas, católicas, adventistas (reparem no plural), inclusive, li sobre o espiritismo e fui algumas vezes ao centro, mas pouco o conheço ainda, é verdade. Mesmo assim, ao invés de acontecer o que dizem, fico cada vez com mais certeza que achei o meu lugar.

Eu acredito que o homem é a verdadeira "Origem do Mal", toda a minha educação voltei para a natureza, porque nela eu acredito, ela merece ser cuidada e preservada. O homem é orgulhoso, mesquinho, invejoso, avarento, egoísta, egocêntrico e (preciso continuar?).

Nenhuma igreja ou pessoa jamais me completou como conhecer a natureza, estudar para mantê-la viva me completa. Ou até mesmo, nenhuma igreja me deu a paz que ler um livro numa tarde, seja de Sol ou de Chuva, me proporciona.

Eu prego o respeito, minha "igreja" exige que o homem aja com respeito.
Por que não posso obter um pouco de paz e respeito nas minhas crenças que são menos místicas e igualmente poderosas (ao menos para mim)?

Todos me tem lições de amor e respeito para dar, lindas palavras para eu ouvir. Mas um dia deixarão que eu seja simplesmente eu...

domingo, 3 de abril de 2011

Crime & Castigo_ Parte I

O Crime e Castigo é o tipo de livro que entra e em você, não você nele, é preciso aceitá-lo mais do que compreendê-lo.
O autor lhe apresenta os personagens o máximo que pode, conta-lhe a sua história, sua aparência, descreve seus trejeitos, exprime suas reações e desnuda seus pensamentos. A pessoa completamente, com todos os detalhes.
3 dias em 400 páginas...
Mas o livro tem 590...
A quantidade de descrições e de personagens me fazia oscilar dentro do livro, até que finalmente me capturou e o devorei em instantes.
Fiquei especialmente amarrada na filosofia de Rodion dos extraordinários e ordinários e com a evidente conclusão de que ele, na minha opinião, era um ordinário, ao contrário do que queria provar. Além disso, fiquei com a pergunta obcessiva de como um ordinário tinha tido a sensibilidade de reconhecer os extraordinários. Felizmente não me gerou idéia fixa, febre, delírio, hehehe
O personagem sem dúvida tinha algo de especial, talvez definir em duas classificações seja simplório demais. Ele conseguia fazer as pessoas monologarem por horas devido ao seu silêncio. Sua irmã, sua mãe, seus amigos o admiravam com tamanha intensidade que me assustava.
O próprio juiz de instrução dá-lhe conselhos dizendo que o faz por admiração, mas talvez seja somente parte do seu jogo, porque, na minha opinião, Porfiri foi um dos personagens mais geniais do livro, assim como Razuminikin ganhou minha simpátia por sua simplicidade e sinceridade, o completo oposto de Rodion. Será que o autor fez isso de propósito?
Crimes e castigos estão espalhados por todo o livro, não só no protagonista. Em Sonia e a vida que “forçada” a levar, em “Dunia” no seu acordo infame com Lújin, no apaixonado de Dúnia que é o criminoso aparentemente sem remorso, mas que vê sua vítima mesmo depois de morta, em Porfiri que diz ter uma inexplicável simpatia pelo homem que quer prender.
O livro é instigador, cansativo, denso, pesado, forte e complexo(to)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Reflexão

Eu tive uma paixão. Não por uma pessoa. Por um programa. Uma idéia, um conjunto de atividades e ações e ideologias. Eu vivi essa paixão.
Até que tudo morreu.
Então fui ver como ficou minha paixão sem mim, sem aqueles que a compartilharam comigo.
E como toda a natureza... está morrendo devido às ações antrópicas.
Destruímos até aquilo que nós mesmos criamos.

Somos mesmo a imagem e semelhança de Deus?

domingo, 27 de março de 2011

Lástima.


Tem gente que confunde teimosia e/ou arrogância com personalidade forte...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Dias

A lei era clara
A natureza enfatizara
Toda a sua importância
O homem e sua ganância
São das rimas brancas
A mais contaminada.
A largura de suas ancas
É o que deixa a pessoa preocupada
A mãe Terra está chorando
junto a um bando
Cujo o time fracassou
Perdeu por um gol.
Mas aqui não tem tristeza
Todos sambam com destreza,
É época de carnaval.
Todos tem o aval
de gastar muito dinheiro
E transformar um mundo e lixeira.
Por falar em lixo,
foi morto fora do nicho
o filho de outra mãe.
Vagabundo, chama o ladrão.
O amigo o chama de irmão.
E as lágrimas desenham querido
Num frio granito.
Agora, licença, me limito
A calar minha dor...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Madrugadas

Eu tinha um mundo de palavras morando dentro de mim.
Era um furacão devastando todos os meus pensamentos e devorando qualquer sentimento de nostalgia, alegria ou felicidade, relacionado a um determinado episódio, pessoa, situação.
De repente, hoje, tudo se organizou. Do nada. As palavras se encaixaram e não eram mais de mágoa e decepção.
Senti vontade de ligar no meio da madrugada para pedir desculpas, mas lembrei que foram atitudes assim que iniciaram todo o problema.
Pensei em escrever-lhe uma carta, mas registros não são saudáveis.
Então me ocorreu o óbvio, o tempo de desculpas, de palavras, de abraços, de verdades, de mentiras, havia passado.
Era hora de simplesmente lembrar o que se passou e esquecer em seguida, como fazemos quando falamos do nosso primeiro namorado, do prêmio que ganhamos, do primeiro término, da primeira briga, do primeiro beijo.
O único problema é que não sou assim. Sou do tipo que pede desculpas quando quer, que diz que gosta quando gosta, mesmo sabendo que a pessoa vai dobrar a esquina e sair correndo de medo de ouvir essa verdade. É que tenho um pacto mais forte com meu coração que com meu juízo. Simples assim.
Aí fiquei me imaginando falando tudo o que tenho vontade, as coisas que não te disse quando você me puxou pela cintura pra conversar e eu cruelmente te repudiei o gesto e fui dura com as palavras.
E vi que ficaria calado, como ficou naquele dia e tantos outros antes.
Então lembrei que você não era homem suficiente pra ouvir minhas desculpas e fiquei em dúvida se eu sou mulher suficiente para... (dá-las ou não as dar, qual o correto?)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Arrumado bagunçado. O que melhor me define?

Quase me fizeram acreditar que eu não me aceitava feliz.
Então estou feliz!
Feliz como há tempos não estava.
Meu passado me sorriu outro dia, falou comigo, conversou comigo e me mostrou que a nostalgia tem, além da sua melancolia, esse charme de se ver feliz.
Ainda tenho muito o que construir, mas, às vezes, da vontade de parar no tempo para poder curtir mais esse sorriso e os sorrisos daqueles que me importam.
Eu não preciso que ele me diga nada, seu abraço, seus olhos, sua calma e seu nervosismo, já me dizem tudo.
Ah, e o espelho que já não me dá vontade de chorar.
Meus cabelos sempre tiveram personalidade própria. Quando os acorrentei, amarrei também um pouco de mim, agora eles voltaram ao seu arrumado bagunçado.
Não é o espelho, nem o telefone, nem a família, nem as conquistas que fizeram feliz, foi o conjunto. Foram as vitórias depois de tantos desafios.
Doeu, doeu como nunca pensei que ia sentir dor na minha vida.
Mas passou e eu aprendi muito...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Entre picos e vales...

Havia uma verdade entre nós.
Eu só realmente não sabia qual era.
Agora acho a mentira mais divertida.
;)









É tão bom estar feliz!!!!