sábado, 16 de abril de 2011
Cá e lá
Sou viciada no teu corpo e nos teus beijos
Como um aventureiro
Que tendo provado da liberdade
Jamais volta à cidade.
Já não há nas pessoas, o mesmo cheiro e interesse
Seus toques são gélidos
Não sou poeta nem de corpo nem de mente
Sou poeta de sentimento tão somente.
Agarro-me a tuas palavras
Deito com elas.
Sou, por vezes, mais delas do que tua.
Provavelmente isso.
O mundo não se sabe se quer cores
Acrescenta-me pintada de dores
E eu rio, rio porque já não há o que doer
E corro pros livros pra te remoer.
És tão impávido naquelas palavras
És tão inacessível por causa do tempo
És tão único porque te fiz assim.
És tão meu, quanto és do mundo...
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2 comentários:
"És tão meu, quanto és do mundo..." Isso me lembrou alguém... ;)
Me apetecem esses amores aventureiros, efêmeros, intensos. Me esgoto em cada ser.
As palavras também me prendem, me encantam.
Um abraço,
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