quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Tua Galatéia e Eu

O que tu queres de mim nessa igualdade clandestina
É a idealização de uma criança
E não o ideal de um crente.

Eu que cortei minhas tranças e encolerei um dragão
Como se seus músculos mitológicos não rompessem com os fios reais.

Eu que também me perdi no cais
Tropecei em um navio e sonhei descobrir novo mundo, mas fujo das sereias pelo risco de querer ser uma.
E tu amas essa ilusão à deriva que finge ter destino e motivo.
Esse marfim que reluz teu brilho.
Torno-me impalpável a essa construção.

Por fim, sou menos mitologia do que gostaria de ser.
E com tudo isso, por vezes, pareces me perder.

3 comentários:

Ramon de Alencar disse...

...
-Ai, que lindo Marcela... lindo...

CA Ribeiro Neto disse...

Ser mitologia têm seus ônus.


Boa, a poesia! Beijos!

Thiago César disse...

o mais belo poema q li seu ateh agora!