O que tu queres de mim nessa igualdade clandestina
É a idealização de uma criança
E não o ideal de um crente.
Eu que cortei minhas tranças e encolerei um dragão
Como se seus músculos mitológicos não rompessem com os fios reais.
Eu que também me perdi no cais
Tropecei em um navio e sonhei descobrir novo mundo, mas fujo das sereias pelo risco de querer ser uma.
E tu amas essa ilusão à deriva que finge ter destino e motivo.
Esse marfim que reluz teu brilho.
Torno-me impalpável a essa construção.
Por fim, sou menos mitologia do que gostaria de ser.
E com tudo isso, por vezes, pareces me perder.
3 comentários:
...
-Ai, que lindo Marcela... lindo...
Ser mitologia têm seus ônus.
Boa, a poesia! Beijos!
o mais belo poema q li seu ateh agora!
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