quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Coroa de Pirita

Escuto a calmaria de seu sorriso
Esperando mais um elogio altivo
No final, restará a dor do riso
Do rei que ficará vivo.

Parecem tolas rimas
De um pensamento sem sentido
Não são palavras em forma de imãs
Nem poema que é eternamente lido.

Reflete o eu-lírico,
Dirão as serpentes.
Mas, talvez, de repente,
Alguém veja seu conteúdo rico.

Mensagem simples e indireta
Para não inspirar sofrimento
E fúria concreta
Deixando o mensageiro com seu lamento

Queria desejar as virtudes certas
Para aqueles que prezo
Mas que humanamente desprezo,
E hipocritamente fico quieta

Mas o rei aguarda de verdade
Aquele que ameaçará sua realeza
Discursando com destreza
E principalmente com humildade

A Era dos Cegos chegará ao fim.
Adeus aos que declamam o agora
Com a experiência dos que viveram em outrora
Que seja feita a inquisição esclarecida, enfim.

Marcella Facó

5 comentários:

Thalita Castello Branco Fontenele disse...

Eu também espero por este dia, Marcela, em que a cegueira não mais será... nem branca nem preta.

Um beijo.

Thiago César disse...

eh sempre bom ver um poema nesse blog!

Anônimo disse...

Menina... nem posso comentar, mal li, não entendi, por mal ler... mas, o primeiro verso foi o bastante para me inspirar um soneto... anos que não escrevo uma poesia... Fiquei boba... rsrrs depois volto e leio com calma... rsrrs

Um abraço,

CA Ribeiro Neto disse...

Texto político ou estou com meu olhar vicioso?

Sua amiga em cima citando Ensaio sobre a cegueira... ô filme louco. Vai demorar para sair da minha cabeça...

Se eu entendi o texto, não é só o rei que espera o novo, mas você também.

Inquisição esclarecida? Um marxismo cult?
Ultimamente estou democrata demais! hehehe

Quem é pirita??????
beijos

Anônimo disse...

e o julgamento é...


AMEM