Escuto a calmaria de seu sorriso
Esperando mais um elogio altivo
No final, restará a dor do riso
Do rei que ficará vivo.
Parecem tolas rimas
De um pensamento sem sentido
Não são palavras em forma de imãs
Nem poema que é eternamente lido.
Reflete o eu-lírico,
Dirão as serpentes.
Mas, talvez, de repente,
Alguém veja seu conteúdo rico.
Mensagem simples e indireta
Para não inspirar sofrimento
E fúria concreta
Deixando o mensageiro com seu lamento
Queria desejar as virtudes certas
Para aqueles que prezo
Mas que humanamente desprezo,
E hipocritamente fico quieta
Mas o rei aguarda de verdade
Aquele que ameaçará sua realeza
Discursando com destreza
E principalmente com humildade
A Era dos Cegos chegará ao fim.
Adeus aos que declamam o agora
Com a experiência dos que viveram em outrora
Que seja feita a inquisição esclarecida, enfim.
Marcella Facó
5 comentários:
Eu também espero por este dia, Marcela, em que a cegueira não mais será... nem branca nem preta.
Um beijo.
eh sempre bom ver um poema nesse blog!
Menina... nem posso comentar, mal li, não entendi, por mal ler... mas, o primeiro verso foi o bastante para me inspirar um soneto... anos que não escrevo uma poesia... Fiquei boba... rsrrs depois volto e leio com calma... rsrrs
Um abraço,
Texto político ou estou com meu olhar vicioso?
Sua amiga em cima citando Ensaio sobre a cegueira... ô filme louco. Vai demorar para sair da minha cabeça...
Se eu entendi o texto, não é só o rei que espera o novo, mas você também.
Inquisição esclarecida? Um marxismo cult?
Ultimamente estou democrata demais! hehehe
Quem é pirita??????
beijos
e o julgamento é...
AMEM
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