Os cabelos entre o penteado e o assanhado. Talvez simpesmente em sua forma.
Os olhos pequenos na pele morena, olhos sonolentos para um olhar rápido, olhos fora do alcance para um olhar demorado.
Movimentos particulares, seus. Tão somente seus.
Uma delicadeza no conjunto, quase feminina. Algo que lhe põe a necessária pitada de sensibilidade.
Um ar de maturidade... um ar de infantilidade...
A mão vai ao queixo, preguiça... Olhar vai ao tempo... tédio?
Um movimento ágil. mas que não foge ao isolamento já declarado.
Uma mosca.
O pequeno insteo fôra capaz de tirá-lo do transe, ou de um certo nível dele, por breves instantes. Habilidade essa que uma doutora e diversos alunos foram incapazes. Mas a mosca cortou sua visão, invadiu SEU espaço.
O relógio corre ao seu próprio ritmo.
Um mundo acontece em paralelo, como as listras brancas em sua camiseta vermelha...
Provavelmente, seu pensamento está mais alto que a voz da doutora. Provavelmente, a mosca esteve mais presente para ele do que a jovem loira ao seu lado.
Mas eu também saí dali, pois para ver um planeta minimamente é preciso sair da terra. Dela, planetas e estrelas são somente pontos brilhantes em um véu negro.
Marcella Facó
PS.: Produção durante uma aula de sociologia,
5 comentários:
me fez lembrar um continho meu...
nao tem muito a ver, mas me fez lembrar...
Seria bom se muitos conseguissem tirar das aulas palavras tão delicadas quanto as suas ^^
Agora se observa uma boa observadora observando um observador
Eu também já escrevi muito em aulas...
Mas, não, descrevendo alguma cena acontecida na sala!
Bom, o texto.
No dia 25 de setembro irei mudar o nome do meu blog para www.caribeironeto.blogspot.com
Anota aí, que no dia 25 vocÊ muda o link aí, viu?
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