Mais uma vez a fada partiu
Mas não houve lágrimas
Não houve dor
Somente silêncio e credulidade.
Nada mais será o mesmo
Um mundo sem encantamento se constrói
Em uma base mais árida
Em solo salobro e quente.
Então virão cem anos de solidão
Para que o resto da magia
Se esvaia pela janela
E o homem se faça mestre da terra.
Restará às palavras toda mágica do mundo
Até que estas também sequem
Junto às lágrimas e às sombras das fadas.
E então, senhor, que será do escritor?

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