O homem quer ser diferente, mas precisa identificar-se com seus iguais. A garota da casa rosa não foge à regra, por mais que, às vezes, grite que é diferente do mundo.
Ela possui a sensibilidade do povo que rejeita claramente e por isso e outros fatores, não pertence a eles.
Ela tem a aparência do grupo que levanta a bandeira e defende silenciosamente, mas também não pertence a ele.
Ela não tem terra e nem rótulo que lhe faça justiça, não porque ela diferente, mas porque ela é tão igual que não tem mundo.
Ao ouvi-la, cale-se, deixa-a nos passos que segue, pois este foi o caminho em que se achou gente. Deixa-a sufocando sua sensibilidade com um travesseiro de plumas e achando que o mundo pode seguir suas regras, pois esta é a forma que anda e dança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário