Toda virada de século, uma estranha peça acontece em algum lugar do mundo.
Na realidade, é uma eleição, um julgamento, disfarçado para que os mortais, maiores interessados, possam assistir e permanecer em sua ignorância costumeira.
Como sou um pobre mortal e meu tempo de vida não me permitiu assistir a todas as peças, limito-me, portanto a contar-lhes a eleição que assisti.
O cenário era incrivelmente simples e assim permaneceria ao longo de toda a peça.
Havia uma mesa comprida e vazia, com sete cadeiras e um pouco mais afastado dela, em uma posição estratégica para que todos ou quase todos na mesa pudessem ser vistos, havia um divã. Ao fundo um relógio antigo, daqueles que possuem um pêndulo e que badalou pontualmente a meia noite.
Uma pausa. Reparem no estranho horário para a realização de uma peça. Meia noite de uma virada de século. Obviamente não havia intenção de se lucrar com tal evento, muito menos no Brasil. Percebam também que o público não era do mais envolvido. Havia casais em situações constrangedoras (aparentemente não para eles), drogados, mendigos que aproveitaram o espaço para dormir ou até conhecer uma peça de teatro, jovens fugindo do “mesmo”, gente depressiva, e outras tribos que não lembro no momento.
Assim como o relógio, pontual três homens entraram no palco de pontos diferentes, o que me levantou a primeira suspeita sobre a peça. Em seguida entraram mais três mulheres, mas não concomitantemente.
Ao soar da última badalada, um homem que muito me lembrou a morte do conto dos fantasmas do natal, entrou silenciosamente e ficou de pé diante da cadeira da ponta da mesa. Seria ele o personagem que viria explicar a todos do que se tratava o enredo da peça:
A cada virada de século escolhemos o que melhor representou seu papel, o que foi escolhido pela humanidade para ser o pecado mais cometido. Cada um apresentará sua defesa, seus argumentos e eu, o Tempo, o Juiz de todos os males, escolherei meu campeão.
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Nota: Cortei algumas partes do texto para não ficar tão longo. Eu tenho esse texto há muito tempo, desde o primeiro ano de CEFET, mas ele ainda não tem fim. vamos ver se agora ele ganha um final.
Motivo da ausência: Estava sem computador. Desculpaí, galera!
4 comentários:
Marcella, é muita maldade você fazer isso!!!!Ora, escrever um texto que num chega a ter nem um desenvolvimento por completo, quanto mais um desfecho! hehehe
Esse começo de texto me lembra muito umas idéias que o Pedro tem, mas que ele nunca me mostrou por escrito, só de cabeça mesmo.
O problema de colocar um texto sem final é que, quando o começo é bom, deixa os leitores aperreados...
Enfim, espero muito, mas muito mesmo, que você escreva a continuação desse texto!
beijos
Quanto ao 'Procure o V de sua vida', a idéia é mesmo trazer os significados da ave, que é liberdade, o sonhar e a pomba traz com ela também o significado da "paz e amor". Foi pensado no sentido de procurar essas cosas boas representadas pelas aves para a idéia de 'vida' e de esses significados acompanharem a 'ida', mas não pensei diretamente na "paz e amor" não! hehehehe
muito bem...
desde já aguardamos o desfecho...
vejamos os argumentos, bem como os personagens do século passado (e de pecados ainda presentes?)
ta massa!
=]
esse texto eh no minimo intrigante...
fikei me perguntando se tinha acontecido de verdade, mas jah q nao tem final ainda, creio q nao. hehe!
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