Elas estão caminhando,
Carregavam nos seios
O que fazem de lenha.
Elas estão gritando
Para sair da terra do silêncio
E não servirem mais a surdos.
Elas estão sendo ouvidas
Por lobos atrás de ovelhas.
Empurradas por um rio de sangue e solidão.
Elas estão chorando
Pelas chamas que não causaram
E que as consome e as calam.
Elas estão mudando.
Lá vai a ovelha convidar
o cordeiro para dançar.
5 comentários:
essa ultima estrofe tem a ver com o meu post dessa semana... hahai!
Muitos questionam o que a mulher conquistou realmente com a revolução feminista. Mas, na minha visão de homem, acredito que é mil vezes melhor a dulpa - ou tripla ou quadrupla - jornada de trabalho atual da mulher, do que viver como elas viviam antes.
Poesia bem simples, mas bem interessante!
beijos
É que a chama que não vira incêndio é a que mais persiste em nunca se apagar...
Sou aquele cordeiro que diz:
"-Desculpe, ovelha! É que não sei dançar..."
Suas poesias me encantam...
Acho que li seu blog inteiro... :)
Adoro as feministas! Eu sou a favor, se duvidar, até do Marianismo!
Mulheres no poder! Adorei a poesia: linda, direta e histórica!
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