sexta-feira, 18 de setembro de 2009

8 de Março

Elas estão caminhando,
Carregavam nos seios
O que fazem de lenha.

Elas estão gritando
Para sair da terra do silêncio
E não servirem mais a surdos.

Elas estão sendo ouvidas
Por lobos atrás de ovelhas.
Empurradas por um rio de sangue e solidão.

Elas estão chorando
Pelas chamas que não causaram
E que as consome e as calam.

Elas estão mudando.
Lá vai a ovelha convidar
o cordeiro para dançar.

5 comentários:

Thiago César disse...

essa ultima estrofe tem a ver com o meu post dessa semana... hahai!

CA Ribeiro Neto disse...

Muitos questionam o que a mulher conquistou realmente com a revolução feminista. Mas, na minha visão de homem, acredito que é mil vezes melhor a dulpa - ou tripla ou quadrupla - jornada de trabalho atual da mulher, do que viver como elas viviam antes.

Poesia bem simples, mas bem interessante!

beijos

Freddy Costa disse...

É que a chama que não vira incêndio é a que mais persiste em nunca se apagar...

Sou aquele cordeiro que diz:
"-Desculpe, ovelha! É que não sei dançar..."

Suas poesias me encantam...

Freddy Costa disse...

Acho que li seu blog inteiro... :)

Pedro Gurgel disse...

Adoro as feministas! Eu sou a favor, se duvidar, até do Marianismo!

Mulheres no poder! Adorei a poesia: linda, direta e histórica!