Já fui palavra.
Já fui um passo de dança.
Já fui uma lua e uma planta.
Já fui a eterna repetição.
Já fui a falta de aliteração.
Agora sou um lençol jogado no meio do quarto.
Já fui um sentimento.
Já fui um abraço.
Já fui um beijo.
Já fui uma eternidade.
Já fui um ponto final.
Agora sou o sofá da sala na frente da mesinha do chá.
Já fui um cético.
Já fui um romântico.
Já fui um poeta.
Já fui um inquisidor.
Já fui uma contradição consistente na realidade de uma gente.
Agora sou figurinha repitida em um álbum de criança.
6 comentários:
Depois de ser tantas coisas é difícil ser uma só. Gosto de como você organiza as palavras. =)
Eu acho que não entendi. Mas é bom que tenha voltado a postar. Gostei do final, muito. "Figurinha repetida em um álbum de criança." Era difícil trocar as coisas. ;x
Então você já foi-me? Principalmente a terceira estrofe! hehehehe
Gostei da poesia, mas se eu tiver entendido certo o título, achei estranho...
E no final das contas,
Um verso diz quem sou:
Eu.
P.S.: Por que que eu sempre amo tuas poesias?
q eh isso, rapaz!
vc sempre pode ser mais!
hahai!
:P
Dá A IDÉIA (VERDADEIRA) DE O TEMPO NÃO TEM VOLTA E AS MUDANÇAS VÊM COM ISSO.
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