Era um ambiente gélido, daqueles brancos e cinza, cheio de pastas A-Z e prateleiras. Os dois estavam sentados lado a lado, tentando encontrar a solução para o problema que discutiam há semanas.
As luzes dos corredores foram se apagando e as vozes já não chegavam na sala, o escritório ia ficando cada vez mais vazio.
Ele inclinou-se para tocar a tela e mostrar algo a ela. Sua mão tocou na pele macia e quente de suas pernas. Retornou assustado, mas sem mover a mão. Buscou-lhe alguma reação. Ela o encarava.
O som de respiração descompassado parecia afetar até mesmo a temperatura do lugar.
Lentamente, como quem não quer ser descoberto, ele foi adentrando a mão por sua saia. Ela abriu levemente as pernas, como quem autoriza disfarçadamente. Logo ele estava tocando a costura de sua calcinha e em seguida, molhando seus dedos em toda sua intimidade.
Ela respirou, espasmo, prazer.
Deixou seus dedos banharem-se ainda mais no corpo dela.
Até que algo, em alguma sala, em algum lugar, caiu e o barulho os afastou.
Uma sensação gélida espalhava-se pelo corpo, susto.
Ele juntou as coisas e saiu nervoso, sem olhar-lhe os olhos.
Ela ficou na sala, olhando a brilhante tela do computador.
Nenhum comentário:
Postar um comentário