segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Terceiro Dia

Um tiro certeiro no meio do peito, quebrando aquele "coração de vidro".
Não havia sons, não havia chão, não havia ordem, somente a dor e a desilusão.
Toda uma história construída na mente e desinventada no peito.
A bala tornou-se grito, pressionando o corpo, agora então, de dentro para fora.
Mas o grito foi mudo.
A vontade se diluiu no tempo e nos sorrisos.
E o coração de vidro, de vidro não o era.
Era um pintura do teu rosto, feita das linhas das tuas promessas, gravada numa peça de cristal.
Temo andar e pisar nesses cacos, temo ficar e sangrar até secar toda a emoção que ainda guardo.
Temo.

Nenhum comentário: