Temo tanto parar de ser assim como sê-lo.
É terrível esse constante andar no labirinto, tão terrível quanto é a espera de um igual, de não ser um estrangeiro.
É possível desvencilhar esses versos? É possível manter essa estrofe:
Resta essa faculdade incoerc�vel de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceit�-la tal como �, e essa vis�o
Ampla dos acontecimentos (...)
E sair de toda a dor que a sensibilidade facilita a entrada?
Penso em então em Clarice Lispector: É necessário sentir dor para sentir prazer. Não sei se saberia ser de outro jeito ou se quero ou se seria feliz sendo assim... porque provavelmente eu não seria mais eu...

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