sábado, 8 de junho de 2013

Espinhos & Lágrimas & Espinhos

São tantos os espinhos que me perco nas esquinas.
Finas agulhas feitas de vida que penetram na epiderme
por vezes na derme
E rasgam o tempo, a paciência, o homem e o menino.
Eu grito. Esperneio. Choro.
Olha para mim sem ver sangue. São arranhões.
E debochas, nem tão silenciosamente, das feridas que vês.
Não me compreendes.
Se afogas e ficas a deriva nesse oceano de emoções.
Enquanto as lágrimas me lavam o corpo
E tornam mais leve esta densa alma.
Água para lavar as feridas
Sal para ajudar a curá-las
E a gordura para protegê-las dos próximos espinhos.
Depois aguento um milhão de espinhos...

... Até por você.

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