terça-feira, 11 de setembro de 2012

Furacão

Não há nada que fique em pé e/ou imaculado ao tempo.
Nem mesmo o amor.
Ele deita-se, pula, voa, dança, esperneia, afunda...
Nada permanece intocável ao tempo.
Nem a dor, nem o sorriso, nem os planos mais certos.
Nem eu.
Quem sou?
Alguém diferente de ontem, diferente de amanhã.
Meus valores são mutáveis, minha essência é viva.
É de vida e tempo que giro o pensamento.
Silêncio. É momento de solidão.
Sorriso. É momento de companheirismo.
Saudade. É momento de sonhar.
Não ando abraçada com nenhum deus.
Não idolatro o homem, nem a ideia, nem a solidão
Nem o espelho, nem o tempo...
Barulho. É momento de crítica.
Escrita. É momento de liberdade.

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