sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vestes

Eu estava vestida de corrente.

Enxergava o mundo entre suas fendas.

Quando tu me mostraste que é possível liberdade.
Pintou nas paredes as correntes que me sufocavam e guiavam.

Senti-me livre, mas não despida.
Meus passos lentos eram das cargas.
Que importava!
Estavam no teu ritmo.

Agora...

Ficaste para trás.
E eu entendi o conceito de ilusão.

Focara as sombras das correntes.
Dançara na caverna de Platão.
E tu me pdes que aprecie a veste
Que o torna como a todos um igual.

Ficaste mesmo para trás.

4 comentários:

Thiago César disse...

po, dah mais uma chance pro pób...
:P

CA Ribeiro Neto disse...

Ótima poesia, Marcella!

As vezes as correntes continuam existindo mesmo depois que elas foram retiradas.

E concordo com o Gurgel quando ele diz que Liberdade é exatamente do tamanho que damos a ela.

beijos

Paulo Henrique Passos disse...

Não sei, mas essa história de Platão... Parece que o eu-lírico era um dos presos na caverna, até que encontrou um dos lá de fora, livre, o qual, apesar de livre, não queria que outros também o fossem.

Viajei, ó, peeeense!

Ramon de Alencar disse...

...
-Fantasmas arrastam correntes, e batem a nossa porta somente se acreditarmos...