Eu estava vestida de corrente.
Enxergava o mundo entre suas fendas.
Quando tu me mostraste que é possível liberdade.
Pintou nas paredes as correntes que me sufocavam e guiavam.
Senti-me livre, mas não despida.
Meus passos lentos eram das cargas.
Que importava!
Estavam no teu ritmo.
Agora...
Ficaste para trás.
E eu entendi o conceito de ilusão.
Focara as sombras das correntes.
Dançara na caverna de Platão.
E tu me pdes que aprecie a veste
Que o torna como a todos um igual.
Ficaste mesmo para trás.
4 comentários:
po, dah mais uma chance pro pób...
:P
Ótima poesia, Marcella!
As vezes as correntes continuam existindo mesmo depois que elas foram retiradas.
E concordo com o Gurgel quando ele diz que Liberdade é exatamente do tamanho que damos a ela.
beijos
Não sei, mas essa história de Platão... Parece que o eu-lírico era um dos presos na caverna, até que encontrou um dos lá de fora, livre, o qual, apesar de livre, não queria que outros também o fossem.
Viajei, ó, peeeense!
...
-Fantasmas arrastam correntes, e batem a nossa porta somente se acreditarmos...
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