Para as metáforas da própria alma
Seria uma ferramenta do bem ou do mal?
Seria capaz de transformarmo-nos em agalma?
Se eu encarar de frente minha própria angústia
Poderei varrê-la como poeira e vento?
Ou estarei entregue a caristia
Sob o frio e o relento?
O peito se enche de ar
Mas a respiração não se completa
Pode-se, então, no próprio eu se afogar?
Sobreviver, respirar, emergir, torna-se a meta
Eis o caos que forma a vida
Um dia, é alegria
Outra noite, é tristeza
E hoje, o que é? Melhor nem saber.
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