Palavras entaladas na garganta. Há tanto tempo não há sentia que mal lembrava como era. Tanto tempo? Talvez não tento tempo assim. Memórias são uma coisa fantástica, transforam tudo, até o tempo, até a vida, até a morte. Que será de ti, texto, amanhã? ou depois? que será de ti quando eu desligar o computador? Sinto-me só. Sinto-me só rodeada de gente e lembro do Caderno, do Caderno texto, do caderno objeto. e tudo parece estar em minúsculas palavras. Nós saímos colocando pontuações nas nossas vidas e estabelecendo metas, planos, sonhos. O que somos? Essas metas? Esses sonhos? Eu que sempre fui forte, me sinto sem força. Não sei mais o que fazer. Sinto-me fraca. E penso em procurar ajuda, mas não consigo me mexer. Estou presa na inércia. E não há nada, absolutamente nada fora do lugar. Não mudaria nada na minha vida. Para mudar algo, teria que mudar quem sou.
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