quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Vômito.

Palavras entaladas na garganta. Há tanto tempo não há sentia que mal lembrava como era. Tanto tempo? Talvez não tento tempo assim. Memórias são uma coisa fantástica, transforam tudo, até o tempo, até a vida, até a morte. Que será de ti, texto, amanhã? ou depois? que será de ti quando eu desligar o computador? Sinto-me só. Sinto-me só rodeada de gente e lembro do Caderno, do Caderno texto, do caderno objeto. e tudo parece estar em minúsculas palavras. Nós saímos colocando pontuações nas nossas vidas e estabelecendo metas, planos, sonhos. O que somos? Essas metas? Esses sonhos? Eu que sempre fui forte, me sinto sem força. Não sei mais o que fazer. Sinto-me fraca. E penso em procurar ajuda, mas não consigo me mexer. Estou presa na inércia. E não há nada, absolutamente nada fora do lugar. Não mudaria nada na minha vida. Para mudar algo, teria que mudar quem sou.

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