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| Arnold Böcklin , Ulisses e Calypso , 1883 , Kunstmuseum Basel |
Eu a amei como quem ama um amante.
Não que a tenha amado.
Era um desses amores inventados.
Desses que às vezes a gente pergunta se até na nossa cabeça existem.
Desses que quando vem a possibilidade de acontecer, viram névoa e romance que foi lido em dias de chuva.
Eu a amei com raiva e admiração.
Eu a amei como quem não ama.
Eu tentei a todo custo tirá-la de dentro de mim.
E agora que está tão perto, procuro-a aqui e já não há nada além do coração bagunçado que ela deixou ao partir.
Não que a tenha amado.
Era um desses amores inventados.
Desses que às vezes a gente pergunta se até na nossa cabeça existem.
Desses que quando vem a possibilidade de acontecer, viram névoa e romance que foi lido em dias de chuva.
Eu a amei com raiva e admiração.
Eu a amei como quem não ama.
Eu tentei a todo custo tirá-la de dentro de mim.
E agora que está tão perto, procuro-a aqui e já não há nada além do coração bagunçado que ela deixou ao partir.

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