Ela estava sentada na mesa a espera dele. Estalava os dedos da mão na intenção de diminuir a ansiedade.
Ele surgiu ao longe com sua blusa lisa e sua bermuda xadrez e sentou-se quase que desconcertado a sua frente.
Era bom vê-la. Era bom vê-lo.
Começaram a conversar. Ela despejou sobre ele seus desejos, seus medos, sua vontade de ser sua, de doar-se.
E ele esqueceu-se de si, de tudo o que construiu, das escolhas que fez e deixou-se guiar por aquelas promessas tão falsas quanto verdadeiras.
Ele se esquece que toda ação tem consequência. Ela finge que se
importa com outro alguém que não ela mesma. E eles formam o par egoísta
entre beijos, abraços e mentiras.
E daquela ação veio a dor de outro, que ali não estava. Daquela ação vieram lágrimas de tantos. Que falha!
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