segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pierrrot vence Arlequim

Era carnaval.
Ela estava do outro lado da rua, com um mar de multidão separando-a dele. Vestia uma roupinha de bailarina, com seu coque impecável e uma charmosa e brilhante coroa. Não lhe via todo o corpo, mas lhe adivinhava: o colam rosa, a saia de tule branca, a meia calça rosa e a sapatilha suja e delicada.
Como era ruim vê-la tão longe dele, não tocar sua pele, não sentir seu cheiro, não sussurrar-lhe desejos, mas não havia mais palavras entre eles. Não havia o que dizer, o que fazer, eram um romance falido, perdido.
Então ela sorriu. Sorriu de forma leve e apaixonada.
Ele atravessou a multidão como se esta tivesse se aberto para ele com aquele sorriso, tomou a jovem bailarina pela cintura e beijou-lhe com a alma e o corpo.
Para que palavras, se tinha amor.

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