Olho em silêncio a vida que não faço parte
E me pergunto dolorida a quem ela pertence.
Sou intrusa numa realidade de outrem
Ou não há dono ou anarquia?
Simplesmente existe aquele vazio
A ser com o tempo preenchido?
Calo-me todos os dias
O silêncio dos pensadores.
Sigo cada passo me adentrando
Na vida que comprei pra mim.
E meu suor escorre em meu rosto
Cegando-me para o caminho que não segui.
2 comentários:
É doloroso sentir-se estranha em sua própria vida. É como trocar de pele: arde enquanto perdemos a primeira. E permanecemos ainda durante um tempo em carne viva, até que criamos casca, e a casca vira uma pele ainda mais bela, quando voltamos a nos reconhecer em nós. =)
Também olho em silencio uma vida que não participo e o pior também não comprei a minha ainda... rs Queria ser outra pessoa, alguma dessas pessoas que a gente inventa quando escreve...
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