terça-feira, 13 de julho de 2010

Um ano de esquecimento, dois anos de saudade

Hoje, estarás latente.
Deitarei a cabeça no travesseiro
Esperando não ouvir teu sorriso
Não tremer com tua voz.
Hoje, só por hoje, estarás latente
Como se não fosses passado
Como se eu não risse do presente.
Mas tu não saberás
E levarei ao sufoco as palavras
Que me faltaram dizer.
Não houve velório, luto, nada.
Acabou-se em uma das cores do arco-íris.
Só, somente só.

3 comentários:

Zé Soares Neto disse...

lembrar de quem se gosta é foda! ainda bem q isso é momentaneo, so por hj. Mas qnt ternura ainda se guarda, pois apenas se perdeu uma cor do arco-iris. beijos Marcella!

Herbenia Freitas Ribeiro disse...

Marcella, quando eu vi seu poema, me lembrei de imediato de uma música do Arnaldo Antunes, você precisa ouvir essa música,"quarto de dormir" http://letras.terra.com.br/arnaldo-antunes/1154813/
Assim como você, eu também sempre associo o fim de uma relaçâo, seja de que natureza for, com um luto mesmo. Engraçado voce dizer: "nao houve velório, luto, nada" eu suponho com isso, que foi uma relaçao que nao acabou por assim dizer, e sim que as coisas ficaram em suspenso. É muito ruim quando isso acontece, porque quando vc pode vivenciar a perda,o luto, é mais fácil de se recuperar, quando nao, fica essa espécie de má-resolução, de um amor que ainda tem o que esperar.
O título é muito legal tbm, uma vez que demonstra que a saudade ganha do esquecimento. Lindo isso!

Quanto ao convite, eu realmente fiquei interessada em participar do clube do leitor. Falar de literatura sempre é bom. Vou te dá meu msn, herbenia.ribeiro@hotmail.com, aí a gente conversa melhor, ok?

Abraço
Tenha um bom dia

Gisa Carvalho disse...

Bom seria não sentir saudades. Mas que graça teria viver coisas boas e não poder lembrá-las?