quarta-feira, 6 de maio de 2009

Uma dor profunda cortou-lhe a alma com tantas frustrações e decepções.
Foi como uma lança atravessando-lhe a essência.
E olhou-se no espelho e viu sua dor em cada traço do seu rosto, a lágrima que lhe escorria o corpo tentou lavar a ferida para que pudesse sarar sem infecções.
Por dentro, sangrou...

Uma dor profunda cortava-lhe a face com tantas frustrações e decepções.
Era o nó simplório e conhecido na garganta e um murro direto no peito. Nada de novo. Nada de original.
Como uma criatura das trevas, não refletia imagem no espelho, como não pretendia refletir para o mundo. Nem toda pretensão é realização.
Não havia sangue, somente hematomas latejando e latejando...


Não foi capaz de sorrir. Chorou com todo o seu desespero. Foi uma dor aguda e profunda, esta por ser aquela.

Chorava como quem queria gritar. Gritava para não ser ouvida. Escondia-se para mostrar-se... mais tarde.

Sua face esteve colada ao chão. Suas mãos machucadas nas pedras daquilo que antes lhe sustentara. E a dor pareceu lhe impossibilitar de levantar...

Sua face estava ereta, os olhos fixos no falso horizonte. Não havia chão, não havia rumo ou azimute. Mas estava em pé.


Respirou fundo e tentou superar a dor. Ficou em pé pelo tempo que levou para a dor voltar. Até lá, viveu, lutou, brincou e amou.

Respirava fundo e tremia como quem ainda chora, mas não houvia choro. Como não havia caminho, mas talvez haja caminhar... talvez... talvez... Até lá ? ? ?

7 comentários:

Hermes disse...

Me parece o retrato falado de uma pessoa triste, e que é só momentâneo. E por ser o momento da tristeza a pessoa que relata acaba se mergulhando em hipérboles e exagerando nas antíteses. Ou então eu tenha visto tudo errado. Mas de uma interpretação ou outra, o importante é que o seu texto foi lido! kk
Me parece um pouco de Clarice, gosta?

CA Ribeiro Neto disse...

Belo texto, apesar do significado. Já disse essa frase antes por aqui?


Seus textos me lembram Mays. Viu a minisserie?

beijos

Thiago César disse...

interessante, as brincadeiras com paragrafos, mas nao entendi direito a intenção disso.

CA Ribeiro Neto disse...

Marcella, Temos uma nova integrante do Blog's de Quinta. Gi Faviano, dona do blog Profeta do Passado. Adcionem-a aos links do grupo!


http://profetadopassado.blogspot.com/

Abraço

Paulo Henrique Passos disse...

também nao entendi mas passo depois com calma pra ler de novo

Ramon de Alencar disse...

...
-E na verdade, e no final, o que importa é continuar...

Marcella disse...

O foco dos parágrafos é a conjugação dos verbos. Como as sensações e reações diante das frutrações e decepções vão mudando, com o tempo.