quinta-feira, 10 de julho de 2008

\\\\GÊNESIS////

No início, tudo era simples. Poucas regras, nenhuma pergunta, nenhum dilema.
As coisas não tinham nomes, palavras chatas acompanhadas de definições cada vez mais complexas.
Não havia necessidade de saber o que houve ou que haverá.

No início, o único compromisso firmado era conhecer as próprias vontades, não haviam festas e nem se questionava a hipocrisia.
Não era um tempo em que as palavras poderiam matar, mas talvez fosse um tempo em que poucas palavras faziam o trabalho de mil homens.

No início, um sorriso não abria portas, não fechava janelas, pois estas não existiam, não havia nem mesmo casa. Havia somente algo que não era definido pois ainda não haviam inventado a poesia.
Talvez, nem ele fosse, talvez o que havia era o tempo e o acaso e o corpo e a alma e o tudo e o nada na mais perfeita harmonia.

Mas o início faleceu na solidão do tempo.
O conflito, que faz o romance para todo leitor, surgiu vermelho, através de frases serpenteadas.
E não somente um, mas dois, trouxeram para o todo a tão temida lucidez.
A dor do castigo pesa como a consciência de saber que nem tudo é eterno.

4 comentários:

Thiago César disse...

vixe, eu jah li esse teu texto ae!
axo q foi no teu blog antigo...
muito bom!

CA Ribeiro Neto disse...

Comecei a ler, pensando que você falava da infãncia, mas desisti, depois que você disse que não havia festas!

"A dor do castigo pesa como a consciência de saber que nem tudo é eterno." Bonita frase!
Primeiramente, parece desconexa, depois de reler dá uma ótima conclusão e está totalmente vinculada ao texto.

beijos

Paulo Henrique Passos disse...

É santa ou é maldita a ignorãncia? NÃO SEI.

Ótimo texto. Prende qualquer um.

Anônimo disse...

Lindo o texto adorei...

Eu sempre achei que o problema acontece na parte que ele habita ente nós.
"No principio era o verbo. E o verbo fez-se carne e habitou entre nós..."