O título da postagem saiu como um encontro.
Talvez um pouco influenciado pelo conturbado dia de ontem, um dia que alimentou ainda mais minha fase instropectiva e meus romances internos.
Principalmente porque na introspecção não há tempo, um dia pode ser uma hora, como um segundo. Mas o mais incrível é que os acontecimentos de um ano, em sua mente, podem não passar de dez minutos, de dez incríveis minutos que tem todo um significado e uma influência.
E um fato pode ser tão influente no tempo introspectivo que pode ter o efeito de um ano inteiro.
É como um mundo mágico onde tudo é possível e paupável, quanto impossível e irreal.
Ontem, foi um dia de encontros, mas principalmente de desencontro.
Cada encontro era uma forma de eu perder o pensamento que me vinha e causar um desencontro na resposta iminente e começar tudo de novo de um jeito diferente.
Foi início e fim, ontem, de milhões de coisas, de centenas de histórias.
Mas foi também um bom momento para observar, para ver as pessoas dançarem e amarem.
Amarem por uma noite apenas, por algumas horas, por alguns minutos, pelo toque magnífico de uma música.
Amarem não em sua natureza real e mais nobre, mas amarem na introspecção de cada um, um amor do momento transferido por um beijo a uma fantasia de eternidade com ampulheta pronta para quebrar.
E quem há de criticar se todo conto tem um fim, o problema é que os épicos ficam morando na gente depois que os lemos, por isso o citamos para o resto da vida, mesmo depois de anos. E mesmo quando encontramos outro épico, jamais esqueceremos o épico já passado.
Está é a maior graça de viver... quero dizer, de ler.
3 comentários:
Primeiro, essa questão do tempo. Temos sempre que lembrar que o tempo é uma invenção humana. E por tanto, pode muito bem ser inventado outro jeito de contá-lo. Dizem que quando morremos, vemos passar um filme na nossa frente, se isso for verdade, coitado do tempo, neh?
As pessoas se cruzam, se olham, se encontram, se trombam e não percebem o que está ao seu redor. E muitas vezes, uma coisa que está na nossa frente só é percebida quando é lida em alguma coisa. Daí aqueles velhos e-mails que falam de como nossa vida é e como a vida era antes e bla bla bla.
A leitura nos dá isso. A percepção. Afinal, a leitura, é mais devagar do que o pensamento.
Que belo texto. Um ótimo exemplo de como um texto pode ser íntimo e abrangente ao mesmo tempo. Parabéns, Marcella!
beijos e bem vinda ao blogs de quinta
tah falando da calourada da UFC eh?
gostei do texto.
já me senti assim.
[mil e um pensamentos surgiram em minha mente]
Bjus gata.
Abrazo forte e saudade!
=]
[keria saber se dava pra adicionar o link do seu blog no meu... pra ficar mais pratico d'eu acessar teu blog.]
Abrazoooo!
=]
Postar um comentário